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Agentes penitenciários que trabalham na Casa de Custódia de Piraquara (CCP), na grande Curitiba, estão com medo de contrair sarna. O temor surgiu após a transferência de 52 presos com a doença de pele, após a Vigilância Sanitária de São José dos Pinhais ter interditado a maior delegacia da cidade em decorrência de surto.

Nesta quarta-feira (13) eles foram isolados no complexo, em sete contêineres. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Ricardo Miranda, afirma que os detentos transferidos já foram medicados, só que, até remédio fazer efeito, há risco de transmissão.

Para o presidente do sindicato, o risco de o surto sair do presídio é grande.

O Sindarspen solicitou que o Departamento Penitenciário do Paraná providencie imediatamente uma força-tarefa de saúde para conter a possibilidade de proliferação de sarna na Casa de Custódia de Piraquara. No ofício o Sindicato propõe que a Secretaria Estadual de Saúde seja acionada.

Na CCP trabalham cerca de 100 agentes, divididos em três equipes. O contingente que faz a movimentação dos presos isolados é o mesmo que faz a movimentação dos outros 1.500 presos que já estavam no local.

Repórter Lucian Pichetti