Foto: Arnaldo Alves / ANPr
Terrazza Panorâmico

A defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB), preso no âmbito da Operação Quadro Negro nesta terça-feira (19), pediu que ele seja transferido do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os advogados querem que ele vá para uma sala de Estado Maior, em razão do cargo que ocupou. O pedido foi feito no fim da audiência de custódia, na tarde desta terça.

A audiência foi no prédio da Justiça Federal no Bairro do Ahu. A CBN teve acesso ao vídeo com o depoimento de Beto Richa. A audiência foi curta e o vídeo tem aproximadamente 2 minutos.

Beto Richa começa respondendo sobre o horário de cumprimento do mandado de prisão. Já era dia, segundo o governador.

Beto Richa foi questionado em seguida sobre o depoimento no Gaeco. Beto Richa disse que já tinha falado ao órgão espontaneamente, há mais de um ano, mas não foi ouvido depois da prisão desta terça-feira.

Depois que Beto Richa foi ouvido, a defesa fez o pedido de transferência. Os motivos alegados por um dos advogados, foram risco iminente de rebeliões, e uma possível retaliação de ex-subordinados de Beto Richa, no caso, os agentes penitenciários, que são servidores do estado.

A defesa de Beto Richa, em nota, classificou as prisões como desnecessárias, já que todos os esclarecimentos sobre o assunto já foram feitos.

Diz o texto ainda que as fraudes foram descobertas e denunciadas durante a gestão do ex-governador. A defesa de Beto Richa diz ainda que repudia o processo de perseguição ao ex-governador e familiares, mas segue acreditando nas instituições do Poder Judiciário.

Já o Gaeco alega que houve tentativa de obstrução das investigações e por isso, as prisões se tornaram necessárias.

Repórter Fábio Buchmann