Foto: Divulgação/SEIL

A obra é controversa por causa da necessidade da derrubada de uma extensa área preservada de Mata Atlântica e porque vai favorecer um porto privado, a ser erguido no local.

A elaboração de estudos alternativos está em fase final, de acordo com o gerente de parcerias estratégicas do Observatório de Justiça e Conservação, André Dias. As propostas devem ser apresentadas ao governo do estado e sugerem a execução de melhorias em estruturas já existentes e que beneficiariam também outras vocações da região, principalmente o turismo.

As rotas sugeridas são a PR-412, com a duplicação da rodovia, ou a criação de uma espécie de binário, utilizando a beira-mar das praias. Os estudos técnicos são conduzidos por uma empresa de arquitetura de Curitiba e devem ser custeados por uma campanha de financiamento coletivo.

Sobre a resistência de diversas entidades com relação à Faixa de Infraestrutura, o secretário de Infraestrutura e Logística do estado, Sandro Alex, destacou que o governo está aberto a mudanças, mas cobrou um debate propositivo.

O projeto ainda está em análise dentro da gestão de Ratinho Jr.

Se o traçado original for mantido, serão 20 quilômetros de rodovia com investimento previsto em R$ 270 milhões.

As tratativas para a construção da nova estrada começaram no governo anterior, tocadas inicialmente pela administração Beto Richa e depois por Cida Borghetti. O projeto já foi paralisado em mais de uma ocasião, com liminares que interrompiam as desapropriações e a própria execução da obra.

Repórter Cristina Seciuk