Foto: Reprodução/AEN

Os alunos de bacharel e mestrado do campus Curitiba II e do prédio de Pinhais da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a antiga Faculdade de Artes do Paraná (FAP), estão apreensivos com relação ao início das aulas, que deveria ter acontecido no dia 11 de março.

As unidades foram interditadas por problemas na estrutura dos prédios. No bloco 01 da unidade Cabral, que fica na Rua dos Funcionários, em Curitiba, por exemplo, parte do forro de uma das salas de aula despencou e o prédio foi interditado pela Paraná Edificações e Defesa Civil.

A alternativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) será a de alugar prédios temporários para a retomada das aulas, mas nenhum lugar foi definido até o momento.

O professor e coordenador do curso de graduação de Cinema da Unespar, Tiago Alvarez, esteve em uma reunião com representantes do SETI e do governo estadual nesta terça-feira (19) e diz que saiu da conversa ainda sem uma solução para o problema.

Alvarez também revelou que desde a metade do ano passado existe uma negociação para aluguel de um prédio próximo ao campus da Unespar, no bairro Cabral, em Curitiba, mas ela ainda não foi concretizada.

A Unespar oferece cursos de graduação na área artística como Artes Cênicas, Cinema e Audiovisual, Música Popular, Musicoterapia e Dança, além opções de pós-graduação e mestrado e cursos de extensão abertos à comunidade.

Em nota, o governo estadual afirmou que “está adotando as medidas necessárias para resolver questões estruturais dos campi da Unespar que sofreram avarias nos últimos tempos” e que “a Faculdade de Cinema, localizada em Pinhais, foi afetada por um vendaval e a solução será transferir o curso para um espaço alternativo, que será definido nos próximos dias”.

Além disso, frisou que “vai organizar um espaço definitivo para o curso até meados do ano, na cidade de Curitiba”.

Com relação à situação do campus Curitiba II, o governo frisou que “a sede foi interditada em razão de problemas no teto que não haviam sido relatados ao Estado pela instituição” e que “nenhum pedido de manutenção do prédio foi feito antecipadamente”.

Ainda de acordo com a nota, “o curso será transferido para um espaço alternativo para a solução dos problemas apresentados na edificação”.

Repórter William Bittar