Foto: Alep
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A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal denunciou o ex-deputado André Vargas, o irmão dele, Leon Vargas, o empresário Marcelo Simões, e a ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Poza. Todos foram acusados por lavagem de dinheiro. É a terceira denúncia contra André Vargas, que já foi condenado na Lava Jato a 14 anos de prisão. Ele está detido desde abril do ano passado.

Segundo o MPF, André Vargas, na condição de deputado federal, atuou para a assinatura de um contrato de R$ 71 milhões entre a Caixa Econômica Federal e a empresa IT7, controlada por Marcelo Simões. Em troca, Vargas teria recebido R$ 2,4 milhões em propina. Os repasses foram feitos através de uma empresa de Meire Poza que, na época, trabalhava com o doleiro Alberto Youssef.

Seguindo ordens do ex-deputado, os valores foram sacados por Meire Poza e entregues em dinheiro vivo. Em uma das oportunidades, Leon Vargas recebeu um milhão e seiscentos mil reais em espécie no apartamento funcional de André Vargas, em Brasília. Na época, o político era vice-presidente da Câmara dos Deputados.

A própria Meire Poza confirmou a operação aos investigadores da Lava Jato. É a primeira denúncia contra a contadora, que vem colaborando com as autoridades desde o início da operação, mas sem firmar um acordo de delação premiada. Meire prestou inúmeros depoimentos informando como funcionava a lavagem de dinheiro nas empresas de fachada de Alberto Youssef.

Ela também foi testemunha de acusação em várias ações penais da Lava Jato. O fato de nunca ter sido denunciada em mais de dois anos de operação foi alvo de críticas de advogados de defesa. Mas agora, Meire foi formalmente acusada pelo MPF. A denúncia ainda não foi apreciada pelo juiz Sérgio Moro.

Repórter Tabata Viapiana

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