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Os três desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná analisam hoje se o júri popular que estabeleceu pena de prisão de 9 anos e 4 meses ao ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, respeitou todas as regras do direito e se a pena aplicada foi adequada ao caso. O júri aconteceu nos dias 27 e 28 de fevereiro desse ano.

Carli Filho foi considerado culpado pelas mortes de Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Yared em uma colisão de trânsito em maio de 2009. O ex-deputado estava bêbado e em alta velocidade.

O que será analisado pelos desembargadores também é a quantidade de pena. A defesa do ex-deputado estadual pede que ela seja reduzida para menos de oito anos de prisão, enquanto o Ministério Público do Paraná requereu que o tempo de prisão seja elevado para 14 anos.

Na última semana, o promotor do Ministério Público Paulo Sergio Marcoviz de Lima justificou o pedido.

Também na semana passada, em entrevista à rádio CBN Curitiba, o advogado Roberto Brzezinski Neto, que defende o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, afirmou que o juiz se equivocou ao proferir a sentença.

Caso a pena seja mantida em 9 anos e 4 meses de prisão, ou aumentada, como pede o Ministério Público, a defesa de Carli Filho deve recorrer à Brasília. Os promotores do Ministério Público do Paraná podem fazer o mesmo em caso de redução para menos de oito anos de prisão, o que poderia fazer com que o ex-deputado estadual não fique preso e utilize a tornozeleira eletrônica.

Apesar da análise dos recursos, como ainda há possibilidade de recorrer a outras esferas jurídicas, não há previsão para que o caso seja finalizado.

Repórter William Bittar