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Terrazza Panorâmico

Uma funcionária da empresa contratada para a impermeabilização do sofá do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, no dia 29 de junho, afirmou que não eram fornecidos equipamentos de segurança para os funcionários que trabalhavam com os produtos inflamáveis utilizados para o trabalho.

Mariana Ferreira prestou depoimento nesta quarta-feira (17) na Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) da Polícia Civil, responsável pelas investigações.

Ela contou que foi contratada em dezembro de 2018 para fazer atendimento aos clientes via Facebook e WhatsApp, mas que só falava que o produto era inflamável se os clientes questionassem se era perigoso.

Mariana disse que ficou sabendo que o produto era inflamável em um treinamento conduzido pelos donos da Impeseg.

A funcionária também falou que repassava aos clientes apenas a informação de que o “produto impermeabilizava o tecido e tinha um ano de garantia”.

No depoimento, Mariana Ferreira também contou que uma transportadora levava o produto de impermeabilização até a empresa e que eles chegavam em galões transparentes, de cinco a 20 litros.

Segundo a funcionária, assim que o produto chegava, era levado para uma sala que ficava trancada e saia de lá já com uma etiqueta. Ela disse lembrar apenas da palavra “impermeabilizante” e a quantidade do produto nos rótulos.

Por fim, no dia da explosão, recebeu uma ligação de uma das proprietárias da empresa, dizendo que o local ficaria fechado na segunda-feira e que era para Mariana informar as demais funcionárias.

Três pessoas seguem internadas vítimas da explosão. Raquel Lamb, Gabriel Araújo e Caio Santos estão no Hospital Evangélico Mackenzie em Curitiba.

O casal, Raquel e Gabriel, já prestou depoimento à Polícia Civil e Caio Santos, o funcionário que aplicava o produto, deve ser ouvido nesta quinta-feira (18).

Mateus Lamb, de 11 anos, irmão de Raquel, morreu no dia da explosão, após ser arremessado do sexto andar do prédio.

O advogado que representa os donos da empresa Impeseg informou que não vai se manifestar na fase das investigações.

Repórter William Bittar