Desde agosto em processo de revitalização, o Museu Casa Alfredo Andersen está de volta à cena artística de Curitiba. Com uma nova expografia, identidade visual e proposta curatorial, o espaço reabre nesta sexta-feira (7) a partir das 9h, com a exposição inaugural in situ/ em trânsito e a sala rotativa A Razão da Paisagem. - Curitiba, 04/12/2018 - Foto: Mariana Alves

Desde agosto em processo de revitalização, o Museu Casa Alfredo Andersen está de volta a partir desta sexta-feira (07/12).

O espaço reabriu às nove da manhã, com a exposição inaugural “in situ/em trânsito” e a sala rotativa “A Razão da Paisagem”.

Ao longo do dia tem também uma programação especial com curadores, pesquisadores e a equipe que assina o novo projeto expográfico. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

A construção centenária na Rua Mateus Leme foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971.

O projeto de recuperação e modernização é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura, com aporte de 700 mil reais da Renault do Brasil por meio do programa Paraná Competitivo, além de 25 mil reais doados pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen.

A mostra “Alfredo Andersen: in situ/em trânsito” revela a nova designação da casa, ateliê e escola que celebra a trajetória e a obra do artista. Alfred Emil Andersen nasceu na Noruega em 1860. Após um longo período de viagens pela Europa e América, desembarcou no Paraná em 1892, fixando residência em Paranaguá. Aos 42 anos, pouco tempo depois de casar com a paranaense Anna de Oliveira, se mudou para Curitiba, onde abriu um ateliê.

Neste período, fez exposições, participou de mostras coletivas e atuou como professor de desenho e pintura, passando por instituições de ensino como a Escola Alemã, o Colégio Paranaense e a Escola de Belas Artes e Indústrias. Andersen executou o primeiro projeto para o brasão do Estado do Paraná.

Em 1915, mudou o ateliê-escola para a edificação em que hoje está o Museu, onde também morou com a família. “Alfredo” Andersen, como ficou conhecido, morreu em Curitiba em 1935.