Foto: LEC/UFPR
Terrazza Panorâmico

Após terem sido encontradas mortas mais de dez tartarugas de couro, também conhecidas como tartarugas gigantes na costa paranaense, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) planeja reforçar a fiscalização e o monitoramento sobre as embarcações pesqueiras.

Maior espécie em todo mundo, a cada mil filhotes de tartaruga de couro que nascem, apenas um, em média, chega à vida adulta, medindo até 2 metros de comprimento e 500 quilos.

Os animais encontrados na costa do Paraná eram adultos e tinham mais de 300 kg, como conta o superintendente do Ibama no Paraná Julio Gonchorosky.

De acordo com o superintendente do Ibama, a morte dos animais encontrados no Paraná tem relação direta com a pesca, em especial a pesca industrial.

O superintendente do Ibama no estado, Julio Gonchorosky, afirma que o órgão irá aumentar a fiscalização e o monitoramento na costa e em alto mar. Para Gonchoroski tão importante quanto as ações de fiscalização são as ações de educação ambiental e informação que também serão realizadas junto aos pescadores.

O Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar trabalhará em conjunto com o Ibama para reforçar as ações de fiscalização e monitoramento principalmente em alto mar para evitar novas mortes de animais.

De acordo com o Ibama, barcos de pesca industrial dos estados de São Paulo e Santa Catarina utilizam a costa paranaense para pesca industrial. Estas embarcações de grande porte e que utilizam redes na pesca de arrasto, são uma ameaça às espécies marinhas. No Paraná a pesca é realizada de forma artesanal, com embarcações de menor porte.

Repórter Vanessa Fernandes