Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre a série de reportagens do site The Intercept Brasil que revelaram troca de mensagens e até mesmo combinações estratégicas entre o ex-juiz federal, Sérgio Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol.

Em nota divulgada na noite deste domingo, a defesa do ex-presidente afirmou que “em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016”, demonstrou “com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

A nota diz ainda que “a atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades” e que “a esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-presidente”.

Por fim, os advogados de Lula ressaltam que “ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos” e que “o restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima da manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”.

Repórter William Bittar