Foto: Divulgação/RF-PR

Em seis meses, a Receita Federal e a Polícia Federal em Paranaguá, no Litoral do Estado, apreenderam mais de 8 toneladas de cocaína que eram transportadas em contêineres no Porto de Paranaguá, que tinham como principal destino, o solo europeu.

O número é quase o dobro do que todo o ano de 2018, quando 4,8 toneladas da droga foram apreendidas no terminal de cargas.

Na madrugada desta quinta-feira (11), 662 quilos de cocaína foram localizados em um contêiner que transportava madeiras e tinha como destino o porto de Antuérpia, na Bélgica.

A droga foi localizada durante uma operação de rotina no porto, onde os contêineres passam por um scanner. A cocaína estava dentro de bolsas entre a carga de madeira.

Nesta semana, dois italianos foram presos pela Polícia Federal, suspeitos de utilizar os portos de Santos e Paranaguá para exportar cocaína para a Europa.

Os homens, pai e filho, foram presos em um condomínio de luxo, no litoral paulista, com documentos falsos, dinheiro e drogas, além de dois veículos de luxo que foram apreendidos.

Eles são suspeitos de fazerem parte do “braço” da máfia italiana Ndranghetta, considerada uma das maiores do mundo no tráfico de drogas.

Logo após a prisão dos suspeitos, o superintendente Regional da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima, explicou que eles possuíam até impressoras 3D para falsificar lacres de contêineres.

Com a apreensão desta quinta-feira, chega a 13 o número de apreensões no Porto de Paranaguá somente em 2019.

Repórter William Bittar