(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Terrazza Panorâmico

A Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe) se manifestou sobre o vazamento das mensagens trocadas entre o ex-juiz e ministro Sérgio Moro e o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. A entidade repudiou o fato, que classificou como “invasão criminosa das telecomunicações”.

Conforme a Associação, pela primeira vez o Poder Judiciário conseguiu aplicar a lei em escala pedagógica para autores de crimes contra a Administração Pública. Segundo a Apajufe, o patrimonialismo tem todos os tons ideológicos, tal qual as centenas de réus em processos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

A Apajufe destacou que a solidez jurídica das investigações, absolvições e condenações cíveis e criminais foi consolidada em decisões dos Tribunais. Por isso, inexiste decisão de um juiz, há decisões do Poder Judiciário.

A Associação pondera que a “incapacidade de enfrentamento lícito às condenações criminais e cíveis” não deve caminhar para o ataque à pessoa do juiz. Ainda de acordo com a Associação, a intrusão nas comunicações dos magistrados atenta contra a instituição incumbida de velar pelo Estado de Direito. Sendo crime contra a ordem pública, não apenas contra os indivíduos incumbidos dos deveres da magistratura.

Por fim, a Apajufe destacou que os dados apresentados na mídia a nada servem porque são susceptíveis a manipulação do conteúdo.