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A praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, foi o local escolhido para as manifestações de integrantes da comunidade acadêmica, na tarde desta quarta-feira, na capital do Estado. O ato teve atividades com entidades sindicais e um mutirão de cartazes, maquiagem e pinturas artísticas.  Com o bloqueio de recursos para a Educação, pelo Governo Federal, a UFPR deixa de receber cerca de R$ 48 milhões, que seriam utilizados para despesas de custeio. Mas este corte também impacta diretamente no ensino, como explica o professor de Produção Cênica, Allan Valenza.

Já a professora Isabel Grova, que é vice-coordenadora do curso técnico Petróleo e Gás, o único integrado ao ensino médio da universidade, afirma que a orientação é no sentido de um corte linear das despesas.

Mas os mais prejudicados serão mesmo os estudantes. Para Jefferson Santos, que cursa o Doutorado em Fisiologia, o corte no orçamento embarga tanto as bolsas de estudos quanto as verbas de custeio para diversas áreas de pesquisa.

E de acordo com a acadêmica Mila Ferraz, da Pós-Graduação em Entomologia, que é o estudo dos insetos, não está descartada a possibilidade de paralisação das atividades no segundo semestre. E já houve, inclusive demissões em empresas que prestam serviços terceirizados à UFPR.

As manifestações desta semana de mobilização terminam amanhã, com um ato marcado para entre o meio dia e a uma da tarde, também na Santos Andrade.

Repórter Marcelo Ricetti