A família Ogliari no estádio do Miami Dolphins. time de futebol americano: Ricardo (à esquerda), ao lado de Carlos, o pai, e Rodrigo, irmão. Foto: acervo pessoal.

Não há distância que separe o administrador de empresas Ricardo Ogliari da paixão pelo Atlético Paranaense. Este curitibano de 33 anos mora longe da Arena da Baixada. Aliás, muito longe: em Winter Garden, na Flórida, Estados Unidos, o que não o impede de acompanhar o time. Nesta quarta-feira, Ricardo e o irmão Rodrigo, de 25 anos, estarão em Barranquilla, Colômbia, para o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, entre o Atlético e o Junior, clube local.

Ricardo mora nos Estados Unidos desde 2013. No ano seguinte, ele e a esposa Larissa viram pela televisão a vitória sobre o Sporting Cristal, do Peru (2 a 1, na Vila Capanema), pela Copa Libertadores da América. O barulho foi tanto que apareceu a polícia: “Cinco minutos depois do apito final, bateu a polícia lá em casa porque os vizinhos acharam que tinha uma briga. Era a nossa comemoração”. Depois do susto, os policiais foram “convertidos” pelo torcedor: “No final da conversa, os dois policiais já estavam se dizendo atleticanos porque eu mostrei vídeos do time e eles adoraram”.

Se hoje as viagens são de avião, em 2001 Ricardo e um grupo de amigos embarcaram de carona em um caminhão rumo à Itajaí (Marcílio Dias 2 x 2 Atlético, pela Copa Sul-Minas). No mesmo ano, sobrou disposição, mas faltou ingresso para o jogo mais importante da história rubro-negra: a vitória sobre o São Caetano, por 1 a 0, que valeu o título brasileiro, em São Caetano do Sul: “Passei a madrugada inteira na fila de ingressos na Arena da Baixada. Eu e mais dois amigos. Eu ainda não era sócio. Perto do meio-dia, tinha umas vinte pessoas na frente e acabaram os ingressos. Foi muito triste. Aí, virei sócio”, recorda este torcedor que trabalha como administrador de empresas.

Ricardo, Larissa e a filha Nicole, de dois anos, passeiam com a camisa rubro-negra pelas ruas dm Winter Garden, o que atrai curiosidade e novos torcedores. “Quando saímos com a camisa do Atlético, sempre alguém pergunta: ‘Que camisa é esta? De onde é?’. Já apresentei o time para diversos moradores. Dei de presente camisa para dois amigos americanos, que veem os jogos com a gente”, diz o torcedor que “forma“ atleticanos nos Estados Unidos.

Repórter Ayrton Baptista Junior