Foto: Coritiba FC.

Ao não liberar a venda de ingressos do Atletiba desta quarta-feira (30), na Arena da Baixada, para torcedores do Coritiba, o Athletico contrariou uma liminar concedida ao adversário pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR). Sem os bilhetes que deveriam ser disponibilizado até o meio-dia desta terça (29), véspera da partida, o Coritiba consultou novamente o TJD e o procurador-geral do órgão, Pedro Feitosa, propôs que a partida seja disputada com portões fechados. “A Procuradoria pede para que o Athletico cumpra a liminar. Caso contrário, entendemos que o jogo seja realizado com portões fechados, para garantir a segurança dos torcedores das duas equipes”, declarou Feitosa à CBN Curitiba.

Também nesta terça, a polêmica prosseguiu com a publicação, no portal oficial do Athletico, de uma nota assinada por Maximiliano Deliberador, da Promotoria de Defesa do Consumidor, órgão do Ministério Público do Paraná (MPPR). Maximiliano afirma que a Justiça Desportiva não é parte do Poder Judiciário (“apesar do nome”) e que o TJD não é área para tratar de questões sobre o consumidor de futebol. Na mesma nota, o promotor cita um parecer da 11ª Vara Cível de Curitiba, que não considera obrigatória a criação de uma área específica para os torcedores do time visitante.

A discussão sobre este jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Paraanense começou na segunda-feira (28), quando o Athletico, mandante da partida, comunicou que não permitiria a entrada de torcedores com a camisa do Coritiba (ou com qualquer outro artefato verde) e que, ao contrário do que ocorre tradicionalmente nos Atletibas, não haveria entre as cadeiras da Arena um setor reservado ao alviverde.

Ayrton Baptista Junior