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Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

Funcionários da Repar, da Usina do Xisto e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), lotaram o plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, na manhã desta segunda-feira (11), onde aconteceu uma audiência pública para debater o impacto da privatização de estatais no ano que vem, segundo a proposta do Governo Federal.

A Repar é uma das primeiras que deve ser negociada pela Petrobras, isso porque as condições de infraestrutura do local seriam atraentes aos empresários. Pelo menos 20 empresas já teriam demonstrado interesse na refinaria que fica em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

O pacote de venda da refinaria paranaense inclui cinco terminais de armazenamento, que são instalados em cidades como Paranaguá e Itajaí, em Santa Catarina. Eles são servidos por 476 quilômetros de oleodutos.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), Mário Dalzotti, revela a preocupação com a demissão dos trabalhadores e ressalta que a privatização vai retirar o investimento e não aumentar.

Santiago da Silva Santos, representante da Fafen Paraná, lembra que o objetivo de debater o assunto é tentar o apoio do Estado para que as privatizações no Paraná não aconteçam.

O deputado Requião Filho (MDB), que fez o chamamento da audiência pública, afirma que privatizar não é a solução, uma vez que isso não trará benefícios à população paranaense.

A partir da audiência pública, uma pauta de pedidos será encaminhada ao Governo do Estado, reivindicando a permanência da Petrobras no Paraná.

Repórter William Bittar