Foto: CMC

O painel pintado por Arthur Correia de Freitas em 1998, e que está exposto no auditório do Anexo II da CMC, foi o tema de discussões no Plenário da Casa. 

A obra é uma espécie de mescla de cenas da paisagem dos primórdios de Curitiba, do prédio da Câmara, e antigas construções. Algumas pessoas estão na imagem, como personagens que ajudaram a erguer a cidade. Todos são brancos, uma espécie de homenagem às origens européias.

Não há negros ou índios, o que gerou a polêmica.  Professora Josete, do PT, e Noemia Rocha, do MDB, fizeram uma indicação para que a Mesa Diretora faça uma alteração no painel.

Professora Josete diz que a ausência de negros ou índios precisa ser corrigida

Julieta Reis, do DEM, rebateu. Ela invocou a principal diretriz artística, que é a liberdade de expressão. Uma questão de ponto de vista, segundo ela

Noêmia Rocha, do MDB, partiu em defesa de professora Josete. Para a mdebista, a polêmica não tem fundamento, já que trata-se apenas de uma sugestão para estimular a reflexão

Na sessão desta terça, professora Josete retomou a discussão e sugeriu a inclusão de outro painel no auditório da CMC, com pinturas que retratem a presença de indígenas e negros no processo de formação da cidade. A vereadora sugeriu ainda a abertura de licitação, na modalidade concurso, p/ contratar artista que produza grafite na parede externa do anexo II retratando as etnias. O requerimento foi aprovado sem objeções. Julieta Reis apenas observou novamente, que o painel existente não pode sofrer qualquer tipo de alteração e que é contra sua retirada do espaço.

Repórter Fábio Buchmann