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O Bitcoin Banco (GBB), que tem sede em Curitiba, denunciou para Polícia Civil do Paraná, no fim da manhã desta sexta-feira (24), uma quadrilha suspeita de ter aplicado um golpe de R$ 50 milhões em criptomoedas nos últimos meses. Segundo o banco, cerca de 30 nomes são apontados como integrantes da ação. Eles foram identificados e apresentados ao delegado-chefe da Delegacia de Estelionato de Curitiba para abertura de inquérito. Um dos envolvidos foi responsável por sacar R$ 2 milhões ilegalmente. 

Segundo o banco, os suspeitos faziam saques duplicados, aproveitando uma vulnerabilidade na plataforma de operações de compra e venda de criptomoeda.

O porta-voz do banco, Jorge Luís Nazário, disse que a quadrilha agia no país todo.

O Bitcoin Banco é dono das duas maiores corretoras de bitcoins do Brasil e investiga o caso desde a semana passada, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre o golpe. Os técnicos da área de TI identificaram súbito aumento de patrimônio de alguns clientes, decorrente de operações suspeitas de compra e venda de criptomoedas, como conta Nazário.

Para ter a noção exata do valor do golpe, técnicos do banco estão consultando a base de dados e movimentações feitas nos últimos três meses. As plataformas somam mais de 100 mil clientes.

O delegado-chefe da Delegacia de Estelionatos de Curitiba, Emmanoel David, explica como funcionava a ação dos golpistas.

O delegado destaca que com a facilidade da internet, os golpes financeiros na rede estão cada vez mais comuns.

Por meio de nota, o Grupo Bitcoin Banco informou que investe permanentemente em segurança de suas plataformas e mantém uma equipe de 30 pessoas em pesquisa, desenvolvimento e TI. Essa é a primeira vez que um ataque desse tipo é feito ao GBB.

Repórter Francielly Azevedo