Foto: AEN

O governador Beto Richa contestou a investigação em andamento para apurar se ele favoreceu uma empresa de logística no litoral do Paraná. O alvo desta investigação é um decreto assinado por ele para a liberação de construções nas margens da BR-277 em Paranaguá, no chamado eixo modal da cidade.

O Superior Tribunal de Justiça autorizou a abertura da investigação em março deste ano e nesta semana aconteceram os primeiros depoimentos relacionados ao caso por parte da Procuradoria Geral da República.

A denúncia aponta que a empresa beneficiada teria relação com familiares de Beto Richa. As investigações indicam que, em novembro de 2013, esta empresa entrou com um pedido no Instituto Ambiental do Paraná para o licenciamento de uma área para a construção de um pátio para caminhões.

A empresa comprou o terreno e, no mês seguinte à aquisição, houve a assinatura do decreto por parte do governador. Em fevereiro de 2014, o Instituto Ambiental do Paraná concedeu a licença ambiental para a empresa com base no decreto.

As investigações começaram no Ministério Público Estadual, mas, por citar o governador, o caso parou no STJ, que é a instância para analisar as denúncias contra governadores.

Em abril deste ano, a Procuradoria Geral do Estado, o IAP e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina contestaram a versão de que existiriam irregularidades. Houve, inclusive, a citação de que não há parentes de Beto Richa entre os sócios da empresa supostamente beneficiada.

Em entrevista à RPC, o governador disse que não tem qualquer ligação com a empresa investigada. Ele afirmou que o único vínculo que existiu foi a formação de uma sociedade específica para um empreendimento há dez anos.

Richa considerou o caso como uma ilação, ou seja, uma indução completamente “maluca”. O governador ainda comentou que o decreto tinha o objetivo de possibilitar a instalação de empreendimentos próximos ao Porto de Paranaguá, por conta da necessidade da região. Ele negou que tenha assinado o decreto em benefício próprio e ainda salientou que a medida já era discutida em governos anteriores.

Repórter Joyce Carvalho

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