Foto: William Bittar

O ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa e a esposa Fernanda Richa foram transferidos do Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, para o Regimento de Polícia Montada, a Cavalaria da Polícia Militar, no bairro Tarumã, após uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná.

A transferência foi determinada no início da noite de terça-feira (11) pelo desembargador Laertes Ferreira Gomes. As defesas entraram com pedidos de habeas corpus, no entanto, a solicitação não foi apreciada pelo desembargador da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.

Nos despachos, o desembargador deixou de apreciar o pedido liminar de soltura e determinou que sejam prestadas informações detalhadas sobre a situação processual do casal no prazo máximo de 48 horas.

Beto e Fernanda Richa foram presos na manhã de terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná durante a Operação Rádio Patrulha, que investiga um suposto esquema de corrupção e recebimento de propina na realização do Programa Patrulha do Campo, criado para a manutenção de estradas rurais do estado entre 2012 e 2014.

Outras dez pessoas também foram presas na operação, entre elas o irmão de Beto, Pepe Richa, o primo, Luiz Abib Antoun e o secretário de cerimonial do governo Richa, Ezequias Moreira.

O chefe de gabinete do ex-governador, Deonilson Roldo também era alvo de prisão, mas foi detido pela Polícia Federal, também nesta terça-feira, na 53ª fase da Operação Lava Jato, onde os alvos eram o núcleo do governo de Beto Richa, inclusive com mandados de busca e apreensão cumpridos na casa do peemedebista.

Todas as prisões feitas pelo Gaeco são temporárias e válidas por cinco dias. Já Deonilson está preso preventivamente na Polícia Federal.

Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, que foram cumpridos em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu. Foram alvo de busca e apreensão 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e a sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

Os mandados foram expedidos pelo juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba e as investigações correm em segredo de justiça.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, o ex-governador é chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões.

Na ação, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

A defesa de Deonilson afirmou que ele se prontificou a prestar depoimentos e nunca foi chamado pela Justiça, portanto a prisão dele é desnecessária.

A CBN Curitiba ainda tenta contato com as defesas de Fernanda Richa, Pepe Richa, Luiz Abib Antoun e Ezequias Moreira.

Repórter William Bittar

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