Foto: Jaelson Lucas/ANPr
Terrazza Panorâmico

O ex-governador Beto Richa e os outros réus da Operação Piloto tiveram bens e ativos financeiros bloqueados pela Justiça Federal do Paraná, a pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF/PR). No caso de Richa, o despacho prevê o bloqueio de R$ 20 milhões, além da indisponibilidade de bens imóveis e de veículos e o sequestro de parte de um imóvel que é citado no esquema de corrupção, acusado pelo MPF no início de junho deste ano.

Todos os envolvidos teriam cometido, em 2014, os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, relacionados à licitação na Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, que fica entre Maringá e Francisco Alves, na região Noroeste.

Além de Beto Richa, foram denunciados Ezequias Moreira, José Richa Filho, Luiz Abi Antoun, Dirceu Pupo Moreira, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller. Eles também tiveram as mesmas sanções que foram aplicadas ao ex-governador, mas com valores proporcionais.

Deflagrada em setembro do ano passado, a Operação Piloto teve origem em depoimentos de executivos e funcionários da Odebrecht. Através deles, veio à tona um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para favorecer o consórcio liderado pela empreiteira na licitação de concessão da rodovia. Os pagamentos teriam sido feitos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht ao codinome “Piloto”, que foi associado a Richa.

O ex-governador ainda é réu em outros dois processos, por lavagem de dinheiro de propinas do pedágio e de outras situações envolvendo corrupção.

Em nota, os advogados de Beto Richa disseram que “a Defesa irá se manifestar somente nos autos do processo, diante a insistência repetitiva do Ministério Público Federal, relativamente ao tema de indisponibilidade de bens”.

Repórter Marcelo Ricetti