Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

O ex-governador Beto Richa e mais seis pessoas tornaram-se réus, nesta segunda-feira (1º). Entre elas está o irmão dele, ex-secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

A denúncia do Ministério Público Federal, sobre irregularidades apontadas pela Operação Piloto, foi aceita pelo juiz Paulo Sergio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba.

Esta operação investiga irregularidades em uma licitação para parceria público privada e obras de duplicação e exploração da PR-323. A rodovia liga Maringá, na região Norte, a Francisco Alves, no Noroeste do Estado.

Beto Richa, segundo os procuradores da Operação Lava Jato, recebeu propina, em valor superior a R$ 3 milhões, de uma das empresas do consórcio que venceu a licitação.

Foi através de cotas de um imóvel comercial, localizado em Curitiba, pela Tucuman. É a sétima vez que o ex-governador passa de indiciado a réu, em ações da Justiça Estadual e Federal.

Tanto ele quanto o irmão dele, José Richa Filho, e o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores, Ezequias Moreira Rodrigues, responderão pelos crimes de fraude à licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O primo dos irmãos Richa, empresário Luiz Abi Antoun, que está no Líbano, vai responder por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Já os executivos da Tucumann Engenharia, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller, responderão por fraude à licitação. O contador da família Richa, Dirceu Pupo Ferreira, vai responder por lavagem de dinheiro.

Repórter Marcelo Ricetti