Foto: Corpo de Bombeiros

A lama que devastou Brumadinho, em Minas Gerais, também deixou marcas nas vidas de bombeiros paranaenses. Ao todo, nove integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros do Paraná, além de dois pilotos do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), um cinegrafista e um mecânico foram enviados para ajudar no socorro às vítimas do rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão.

Três bombeiros retornaram de Brumadinho nesta semana. Em 10 dias de trabalho, eles ajudaram no resgate de 10 corpos.

O tenente Luiz Henrique Vojciechovski, do GOST, contou para reportagem da Rádio CBN Curitiba que os profissionais enviados foram escolhidos por terem experiência em situações de deslizamento, mas que eles nunca tinham visto cenário parecido com o de Brumadinho.

Além dos profissionais, uma aeronave paranaense também foi encaminhada. O tenente conta que o acesso ao terreno trabalhado era possível apenas pelo ar, já que o local estava completamente comprometido.

No meio na lama, com auxílio de galhos para não afundarem, os bombeiros se arrastavam em busca de corpos e vítimas ainda com vida. Vojciechovski explica que existiam algumas maneiras de operação dentro do treinamento especializado da equipe.

Até a tarde desta quinta-feira (7), o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais apontava 150 mortos e outras 182 pessoas desaparecidas. A dor das famílias e a consternação que tomou conta da cidade tornaram o trabalho dos Bombeiros ainda mais difícil no que diz respeito ao lado psicológico. Segundo o tenente, embora preparados, foi impossível ficar alheio a uma tragédia como essa. 

Seis bombeiros, dois pilotos e a equipe de suporte para aeronave continuam em Brumadinho auxiliando nas buscas. Eles seguem protocolos internacionais de salvamento. Os bombeiros que retornaram, esperam para saber se precisarão voltar para a segunda parte da missão.

Repórter Francielly Azevedo com colaboração de Lucian Pichetti