Foto: Polícia Militar

A confusão entre os vizinhos, que moram em um condomínio fechado, na CIC, aconteceu na semana passada. Foi durante a comemoração do aniversário de 18 anos do filho mais novo da empresária Solene Tomaz Rosa. A briga teria acontecido por causa do som alto, no salão de festas, por volta das onze e meia da noite. Segundo a empresária, incomodado com a situação, um dos vizinhos, o advogado Jefferson Reis, que é sargento da reserva da Polícia Militar, teria xingado ela e os filhos, com denotação de preconceito racial.  

Ainda segundo a empresária, os filhos e alguns amigos bateram no vizinho, por estarem inconformados com a situação e com uma suposta ameaça de morte ao pai dos rapazes. Mas ela não os defende pelo ato. E acha, inclusive, que eles têm que pagar pelo que fizeram.

Solene Rosa alega ter sido agredida, na boca, região em que chegou a levar alguns pontos. A ocorrência foi atendida por várias viaturas da PM. A empresária conta que vários rapazes chegaram a ser detidos no local; mas que apenas os filhos dela foram presos e mantidos na carceragem, por dois dias.

Para o advogado Marden Maués, que representa legalmente a empresária, este é um caso típico de injúria racial. O crime está previsto no Código Penal. E tem penas previstas de 1 a 3 anos de prisão e multa.

Em contato telefônico com a reportagem da CBN Curitiba, o suposto vizinho agressor, Jefferson Reis, negou as acusações. E preferiu não gravar entrevista. O mesmo ocorreu com o advogado dele, Samir Mattar Assad, que alegou ainda não ter definido a estratégia da defesa.

Repórter Marcelo Ricetti