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Foto: Brunno Covello/SMCS
Terrazza Panorâmico

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta terça-feira em segunda discussão os dois projetos de leis orçamentárias que autorizam a contratação de empréstimos para obras de mobilidade urbana na capital, no valor total de R$ 420 milhões.

O maior deles é com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o outro é com a Caixa Econômica.

Ambos tramitavam em regime de urgência, solicitado pelo Executivo, e foram aprovados com unanimidade – com 31 e 27 votos favoráveis, respectivamente.

O debate sobre o financiamento com o BID, organização sediada em Washington, nos Estados Unidos, ocupou a maior parte da sessão plenária, assim como nessa segunda-feira (26), na votação em primeiro turno.

A Prefeitura de Curitiba espera conseguir US$ 106 milhões para a requalificação da Linha Direta Inter 2. O valor corresponde a aproximadamente R$ 405 milhões.

Autorizações

A autorização da CMC é a etapa preliminar da negociação. Também são necessários os avais do Ministério da Economia e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, conforme o rito para empréstimos internacionais.

De acordo com a Prefeitura, o Inter 2 conecta os cinco eixos estruturais da capital por meio de seis terminais e 13 estações-tubo. Foi implantado em 1992, com uma velocidade média operacional de 32 km/h, que hoje caiu para 22 km/h.

Segundo Olga Prestes, coordenadora de transporte e mobilidade do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) o projeto prevê a ampliação da velocidade e capacidade do Inter 2.

Com a Caixa Econômica, num procedimento não tão burocrático, a Prefeitura pretende firmar operação de crédito de até R$ 15 milhões, por meio do programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana Grupo 2, do governo federal.

O recurso deve ser usado na elaboração de diversos projetos para futuras obras, como a construção do novo Terminal Capão do Imbuia, de estações-tubo na Linha Verde e obras no eixo da Conectora 3.

Repórter Fábio Buchmann