Foto: Reprodução Google Street View

Por 8 votos a 4, os vereadores de Guaratuba rejeitaram o pedido do CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o prefeito Roberto Justus, do DEM. O pedido surgiu depois que o prefeito ameaçou exonerar praticamente todos os comissionados da prefeitura, por causa da votação baixa que o pai dele, Nelson Justus, recebeu na cidade.

A polêmica começou logo após o primeiro turno das eleições. Em um áudio divulgado pelo whatsapp, o prefeito Roberto Justus descarregou a frustração pela baixa votação do pai dele, Nelson Justos, recebeu 38.349 votos em todo o Paraná e ficou na penúltima colocação entre os eleitos da coligação “Paraná Firme”, composta pelos partidos PP, PTB, DEM, PSDB e PSB. No entanto, na cidade que é tratada como base eleitoral pela família Justus, o deputado teve 3.266 votos.

O requerimento pedindo a instalação da CPI foi protocolado na Câmara Municipal de Guaratuba por 4 vereadores: Donizete Pinheiro dos Santos, do PPS; Professora Paulina, do PT; Itamar Jr, do PSB; e Laudi Carlos de Santi, do PSDB.

Eles invocaram a constituição federal e o regimento interno da Casa para justificar a instalação da CPI. A alegação é de houve a caracterização de crime administrativo, ameaça e quebra de decoro parlamentar.

As acusações foram lidas pelo primeiro secretário da Casa, vereador Sérgio Patrício, do Pros. Os autores do requerimento alegaram ainda que houve outras ameaças recheadas de ironia no Facebook, como o anúncio de que Guaratuba não teria Carnaval.

O vereador Itamar Jr disse que a CPI tinha o objetivo de apurar e investigar, não de condenar o prefeito.

Paulo Araújo, do PSDB, saiu em defesa de Roberto Justus, dizendo que foi tudo um desabafo. Ele foi interrompido por pessoas que acompanhavam a sessão.

Professora Paulina foi outra que cobrou a instalação da CPI. Disse que o prefeito está fazendo uma análise tardia da própria gestão.

No final da sessão chamou a atenção a fala de Cláudio Nazário, do PMDB .

Repórter Fabio Buchmann