Foto: Joyce Carvalho

A Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública da Câmara Municipal discutiu na tarde desta quarta-feira a segurança no transporte coletivo. O encontro foi motivado pelos recentes casos de violência nos ônibus, como a morte do motorista vítima de um assalto em Colombo, no final de julho, e um condutor que ficou ferido durante um arrastão em um ônibus em Piraquara, no último final de semana.

O objetivo foi debater alternativas para a diminuição no número de casos de assaltos e furtos em ônibus e terminais. Esta abordagem também está sendo realizada no Comitê Permanente de Segurança do Transporte Coletivo Metropolitano, que foi criado no dia 24 de julho e reúne representantes das empresas, dos trabalhadores e órgãos de gestão do transporte público.

Na reunião na Câmara, um dos assuntos que mais gerou discussão foi a existência de um botão de pânico em todos os ônibus do transporte coletivo de Curitiba e Região. Este dispositivo pode ser acionado por motoristas e cobradores em ocorrências graves, como no caso de assaltos e arrastões.

A informação é transmitida ao Centro de Controle Operacional do Transporte Coletivo e para as empresas. No entanto, quem deve ligar para a Polícia Militar ou para a Guarda Municipal é o motorista ou cobrador.

A mudança no atual protocolo, para que a central acione as forças de segurança, já foi solicitada, conforme explica o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região, o Sindimoc, Anderson Teixeira.

O diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, a Comec, Omar Akel, afirma que já se discute uma alternativa de comunicação para evitar que os motoristas e cobradores sejam os responsáveis pela chamada para a polícia. Isto pelo menos nas linhas metropolitanas.

Outra cogitação feita durante a reunião na Câmara foi a junção do sistema do botão do pânico com as câmeras existentes no sistema de bilhetagem dos ônibus das linhas metropolitanas. Sobre as câmeras de monitoramento em todos os veículos, como reivindicado por motoristas e cobradores, Omar Akel explica que os estudos estão em andamento.

Para aprofundar as discussões em torno da segurança no transporte, foi marcada uma audiência pública para o dia 15 de setembro, no auditório da Câmara Municipal.

Repórter Joyce Carvalho

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