Foto: CMC

O requerimento foi rejeitado por 22 votos a 10. A ideia dos vereadores de oposição era criar uma comissão especial para dar continuidade ao trabalho da CPI do Transporte Coletivo, realizada em 2013 na Câmara Municipal, aproveitando a investigação já feita para sugerir melhorias no sistema de Curitiba, além de cobrar providências e resultados dos órgãos de controle sobre o relatório da CPI.

O requerimento foi apresentado em fevereiro, com 18 assinaturas, pedindo a criação de uma comissão especial que teria duração de 180 dias, composta por 13 parlamentares. Depois de passar pelas comissões da Câmara, o requerimento chegou ao Plenário nesta segunda-feira. A vereadora Professora Josete, do PT, defendeu a necessidade de retomar o debate sobre o transporte coletivo.

Em 2013, a CPI do Transporte realizou 28 reuniões, interrogou 26 pessoas, totalizando 110 horas de depoimentos. O relatório final, de 200 páginas, foi enviado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado, à Prefeitura de Curitiba e ao Tribunal de Justiça. O documento dizia ser possível reduzir o preço da passagem, alterando 15 itens que, na opinião dos parlamentares, constavam irregularmente na planilha de custos do sistema.

Na época, a CPI também propôs o indiciamento de mais de 60 pessoas por dois motivos: suspeita de fraude na licitação e sonegação fiscal. Havia a suspeita de formação de cartel, apropriação indébita e sonegação de pelo menos três impostos. O líder do governo na Câmara, vereador Pier Petruzziello, do PTB, se manifestou contra a instalação da comissão especial. Ele disse que os órgãos de controle já tomaram providências em relação aos problemas apontados pela CPI, e por isso, pediu o arquivamento do requerimento.

Repórter Tabata Viapiana

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