Terrazza Panorâmico
Foto: Tabata Viapiana/arquivo

O frigorífico Peccin, investigado na Carne Fraca, contratou um grande escritório de advocacia de Curitiba para defender a empresa na operação. Em nota, os advogados falaram em “descabidos exageros e boatos” supostamente ditos pela Polícia Federal, que teriam afetado não só as atividades do frigorífico, como também toda a economia e o agronegócio brasileiro.

As duas sedes da Peccin, em Curitiba e em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, foram interditadas pelo Ministério da Agricultura horas depois da deflagração da operação Carne Fraca, no dia 17 de março. A suspensão é por tempo indeterminado, mas a defesa garante que as atividades serão retomadas em breve. E ainda pediu um voto de confiança aos fornecedores, clientes, funcionários e autoridades.

Ainda segundo a nota, os 450 trabalhadores da Peccin são treinados para garantir a qualidade dos produtos. O frigorífico produz apenas embutidos, como salames, salsichas e mortadela. Segundo a Polícia Federal, a empresa armazenava os produtos em temperaturas inadequadas, aproveitava partes do corpo dos animais que são proibidas pela legislação, além do uso de carne podre ou contaminada por bactérias.

A PF também acusa o frigorífico Peccin de pagar propina a fiscais agropecuários para que eles aprovassem os produtos adulterados. De acordo com as investigações, os diretores da empresa mantinham relações próximas com os líderes do esquema. A defesa, no entanto, nega as acusações e diz que a Peccin é uma empresa familiar, com tradição no mercado de embutidos e sem qualquer reclamação dos consumidores sobre a qualidade final dos produtos.

Repórter Tabata Viapiana

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