Foto: Divulgação/AEN
Terrazza Panorâmico
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O anúncio foi feito em coletiva de imprensa em Brasília. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento as duas empresas perderão o selo do Serviço de Inspeção Federal como resultado de inspeções feitas em todos os frigoríficos que foram citados na operação da PF, deflagrada em março.

Terão os registros cancelados Central de Carnes de Colombo (SIF 3796), a Peccin de Curitiba (SIF2155) e ainda a Peccin de Jaraguá do Sul, Santa Catarina (SIF 825).

Os dois frigoríficos da Peccin são investigados pela Polícia Federal por utilização de carne estraga em embutidos, utilização de carne mecanicamente separada acima do permitido e ainda uso de aditivos acima do limite ou de aditivos proibidos.

Já a Central de Carnes é suspeita de corrupção e de injetar água em excesso na carne de frango.

Ainda conforme o Ministério, no total foram analisadas 302 amostras. Delas, 31 amostras indicam problemas de ordem econômica (ou seja, que tinham como objetivo lesar o bolso do consumidor). Outras oito amostras indicam riscos à saúde pública.

Conforme a pasta, sete dos laudos se referem a hambúrgueres contaminados por salmonellas produzidos pelo frigorífico Transmeat, também da região de Curitiba. Essa linha de produção da empresa foi fechada e os lotes dos produtos recolhidos ainda em março. Os produtos serão obrigatoriamente descartados e destruídos sob supervisão dos técnicos do Ministério.

Todas as empresas foram contatadas e a CBN Curitiba aguarda uma resposta. Até o momento apenas os representantes legais da Peccin se pronunciaram, afirmando que se trata de mais um exagero descabido relacionado à Operação Carne Fraca.

 

Repórter Cristina Seciuk

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