Foto: Cristina Seciuk

25 pessoas foram ouvidas no primeiro dia das audiências de instrução no processo que apura a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Nesta etapa processual, são ouvidas testemunhas de defesa dos sete acusados de participação no crime.

Nesta terça-feira (2), os primeiros depoimentos serão de testemunhas de defesa de Cristiana Brittes, esposa de Edison Brittes Júnior, autor confesso da morte do jogador.

No primeiro dia, testemunhas de defesa de Edison Brittes Júnior foram interrogadas pelos advogados de defesa, de acusação, pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pela juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais.

Entre os interrogados estavam dois policiais militares que atenderam a ocorrência e encontraram o corpo de Daniel em um matagal na estrada rural da Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais.

Um deles chegou a dizer que o corpo do jogador foi colocado alguns metros mata a dentro e atrás de uma moita. Para o advogado Nilton Ribeiro, que representa a família da vítima, a ocultação de cadáver está comprovada.

Outra testemunha ouvida era o dono de um comércio onde Edison esteve pouco antes das agressões contra o jogador começarem, na casa da família Brittes. Ele chegou a dizer que o cliente estava visivelmente nervoso e com certa pressa, mas não soube dizer o motivo. Nilton Ribeiro diz que isso causou estranheza.

Além disso, uma das testemunhas de Allana Brittes, filha de Edison, também foi interrogada, por trabalhar em horário noturno e não ter disponibilidade de comparecer em outro dia à audiência. Ele é o chefe de segurança da casa noturna onde aconteceu a festa de 18 anos de Allana, que antecedeu a morte do jogador.

O chefe de segurança contou que Daniel não conseguia parar em pé do lado de fora e que teria ainda importunado uma jovem quando foi cercado por alguns amigos dela. Em seguida, ele foi para a casa da família Brittes.

Nesta segunda-feira (1), também foram interrogadas testemunhas dos réus David Vollero Silva e Ygor King. A mãe de David disse que ficou sabendo da morte do jogador Daniel na segunda-feira, dois dias depois do crime e que David só contou o que aconteceu para ela na quarta-feira, quando as primeiras prisões aconteceram. Em um depoimento bastante emocionado, ela disse que pediu perdão para a mãe de Daniel.

Após todas as testemunhas serem ouvidas, será a vez dos réus serem interrogados. Depois disso, a juíza vai decidir se os acusados vão, ou não, à júri popular.

O advogado que representa a família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior não quis falar com a imprensa nesta segunda-feira e, em uma nota ao final dos depoimentos, afirmou que “a audiência correu dentro do que prevê a lei processual e ao final de todas elas irá se manifestar sobre toda a prova judicialmente produzida”.

Repórter William Bittar