Foto: Google Street View
Terrazza Panorâmico

A Justiça revogou a prisão preventiva de Cristiana Brittes, uma das acusadas pela morte do jogador Daniel Correa Freitas. A decisão é da juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, que estabeleceu algumas medidas como, por exemplo, o uso de tornozeleira eletrônica.

Até o fim da tarde desta quinta-feira (12), Cristiana Brittes permanecia presa na Penitenciária Feminina de Piraquara, na região metropolitana. Ela responde por homicídio qualificado por motivo torpe, coação no curso de processo, fraude processual e corrupção de menor.

A defesa foi quem apresentou o pedido para que a ré responda em liberdade. Os advogados se manifestaram logo após a decisão via nota. O texto diz que “a Justiça segue seu curso dentro do processo. Cristiana é a primeira vítima deste trágico episódio e jamais deveria estar no cárcere, mas sim sendo ouvida e tratada com vítima de abuso e violência sexual”.

Na semana passada, os sete acusados de envolvimento na morte do jogador foram interrogados pela mesma juíza. Os acusados são Edison Brittes Júnior, autor confesso do assassinato, Cristiana Brittes, esposa de Edison, Allana Brittes, filha do casal, David Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique da Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos sete réus, cinco, incluindo Cristiana Brittes, permaneciam presos até esta quinta-feira (12). Evellyn Perusso responde ao processo em liberdade desde o início e Allana Brittes deixou a Penitenciária Feminina de Piraquara após um habeas corpus aceito pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As acusações

Edison Brittes Júnior é réu por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo.

Cristiana Brittes responde por homicídio qualificado por motivo torpe, coação no curso de processo, fraude processual e corrupção de menor.

Allana Brittes responde por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor.

Eduardo da Silva é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor, mesmos crimes imputados a Ygor King e David Vollero Silva, sendo que este último ainda responde por denunciação caluniosa.

Por fim, Evellyn Brisola Perusso é acusada de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

O crime

Daniel Corrêa Freitas era jogador de futebol e atuava no São Bento de Sorocaba e teve passagens por Coritiba, São Paulo e Botafogo. Ele foi encontrado morto na manhã do dia 28 de outubro em um matagal, na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo as investigações, ele participou da festa de 18 anos de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba e depois seguiu para a casa de Edison Brittes, onde as agressões contra ele começaram.

Em depoimento à polícia, Edison Brittes disse que matou o jogador após vê-lo tentando estuprar a esposa, mas para a Polícia Civil e para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), isso não aconteceu.