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Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

Recomeçaram nesta quarta-feira (4) as audiências para ouvir os réus do processo que apura a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, no Fórum de São José dos Pinhais. Sete pessoas são acusadas de participação no assassinato.

Logo na chegada ao Fórum, o advogado Luiz Roberto Zagonel, que representa Evellyn Brisolla Perusso, afirmou que a cliente falará a verdade e frisou que não era ela quem deveria estar sentada no banco dos réus.

Do lado de fora, pela primeira vez, Allana Brittes chegou sem algemas e pela parte da frente. Ela foi solta após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O advogado Cláudio Dalledone afirmou que vai pedir para que Allana, Cristiana e Edison Brittes sejam os últimos a ser ouvidos.

O advogado da família do jogador, Nilton Ribeiro, disse esperar que os réus parem de mentir e que, pela primeira vez, respeitem o fato de que Daniel é a única vítima.

O advogado Rodrigo Faucz, que representa os réus Ygor King e David Vollero Silva, afirmou que ao final dos interrogatórios vai reforçar o pedido de liberdade deles, pois, eles não teriam participado da morte do atleta.

O primeiro a ser interrogado foi um jornalista. Ele foi arrolado como testemunha de Cristiana Brittes. A intimação aconteceu após ele dizer em em um programa de TV que teve acesso ao celular da esposa de Edison Brittes.

O advogado Elias Mattar Assad, que acompanhou o jornalista, afirmou que ele tem o direito constitucional de proteger suas fontes e negou acesso ao celular da acusada.

Três dias foram marcados para o interrogatório dos réus e depois disso, a juíza Luciane Martins de Paula, da 1a Vara Criminal de São José dos Pinhais vai decidir se eles vão ou não a júri popular.

Repórter William Bittar