Foto: Cristina Seciuk

Nesta quarta-feira (20) seguem as audiências de instrução do caso envolvendo a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. Pela manhã serão ouvidas ainda as testemunhas de acusação, incluindo o delegado Amadeu Trevisan, da 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, responsável pelas investigações.

Logo na chegada ao Fórum de São José dos Pinhais, o delegado conversou com a imprensa e voltou a dizer que Cristiana Brittes deve ser responsabilizada pelo crime de homicídio, uma vez que não teria feito nada para impedir a morte de Daniel.

Ainda na terça-feira, no segundo dia de audiências, um fato novo foi informado por uma das testemunhas de acusação. Lucas Muner, amigo de Daniel e que estava na festa de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba, chegou a dizer que beijou Cristiana.

O advogado de defesa da família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior, disse que essa afirmação era falsa e que o informante seria responsabilizado.

O delegado Amadeu Trevisan falou que essa informação não constou no inquérito policial e que qualquer situação que possa surgir, deve ser verificada pelo Poder Judiciário.

O crime

Daniel Corrêa Freitas era jogador de futebol e atuava no São Bento de Sorocaba. Ele foi encontrado morto na manhã do dia 28 de outubro em um matagal, na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Ele participou da festa de 18 anos de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba e depois seguiu para a casa de Edison Brittes, onde as agressões contra ele começaram.

Cristiana Brittes e Allana Brittes estão presas na ala feminina da Penitenciária Estadual de Piraquara, enquanto Edison Brittes e os outros presos estão detidos na Casa da Custódia de São José dos Pinhais.

As acusações

Edison Brittes Júnior é réu por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo.

Cristiana Brittes responde homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor

Allana Brittes responde por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente.

Eduardo da Silva é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor, mesmos crimes imputados a Ygor King e David Vollero Silva, sendo que este último ainda responde por denunciação caluniosa.

Por fim, Evellyn Brisola Perusso é acusada de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Repórter William Bittar