Foto: Reprodução Facebook

Tayná Adriane da Silva desapareceu na noite de 25 de junho de 2013, exatos cinco anos atrás. Desde então, as circunstâncias da morte da garota, cujo corpo foi encontrado três dias após o desaparecimento, seguem incertas.

A investigação mudou de mãos três vezes, em decorrência de reviravoltas no caso. A principal delas foi uma acusação feita pelos quatro suspeitos apontados pela polícia: disseram ter admitido participação na morte sob tortura, revelação feita pelo advogado do grupo.

A situação foi investigada, gerou apresentação de denúncia e, em fevereiro deste ano, o primeiro delegado a investigar o caso, Silvan Pereira, foi condenado junto com outros dois investigadores. Onze foram absolvidos.

Ele era o titular da Delegacia do Alto Maracanã e prendeu os quatro homens dois dias depois do desaparecimento, ainda antes de o corpo ser localizado, em um terreno baldio. Todos eram funcionários de um parque de diversões itinerante que estava montado perto do matagal e – dizia a polícia – teriam confessado que abusaram de Tayná e a estrangularam.

Após as acusações de tortura virem à tona, versão que implicava mais de 20 pessoas, entre as quais 12 policiais, houve a primeira troca de delegado no caso e também a substituição do comando da Polícia Civil. Os quatro suspeitos foram colocados em programa de proteção a testemunhas e retirados do estado ainda em julho daquele ano.

Já em novas mãos, pediu-se prorrogação de prazo para a conclusão do inquérito policial. À época o promotor Paulo de Lima acatou e revelou que novas provas tinham surgido.

Outro ponto de controvérsia disse respeito à possibilidade de estupro, sustentada pela polícia, mas que foi afastada por uma perita que trabalhou no caso. Segundo ela, os exames feitos revelavam que a garota não apresentava sinais de resistência ou luta corporal, característicos em situações de abuso.

Ainda em auxílio às investigações, a promotoria autorizou a exumação do corpo de Tayná, procedimento feito dois meses depois do assassinato. Foi quando a Justiça deu o ok para outro pedido do MP: brigava policiais a fornecerem material genético para ser confrontado com o sêmen encontrado na vítima, que não bateu com o dos quatro suspeitos inicialmente apontados pela investigação, informação confirmada pelo então secretário de segurança, Cid Vasquez.

Ainda em 2013, o quarto delegado assumiu o caso, Cristiano Quintas, da delegacia de Homicídios, e o prazo para que o inquérito estivesse pronto era o final de setembro. Desde então, o documento sobre a investigação foi enviado ao MP, mas devolvido para a realização de mais diligências.

De acordo com a informação repassada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, através da Delegacia de Crimes de Maior Complexidade, fez todo o solicitado pelo Ministério Público. Ainda conforme a Sesp, as últimas atividades foram realizadas recentemente, nas últimas semanas.

Em paralelo, ainda tramita um processo administrativo na Corregedoria-Geral da Polícia Civil, trabalho que segundo a secretaria está dentro das previsões legais de prazo.

O inquérito sobre a morte de Tayná está na 2ª Promotoria de Justiça de Colombo. Conforme informação da assessoria de imprensa do Ministério Público, chegou no dia 18 de maio de 2018, menos de quarenta dias antes de a morte da adolescente completar cinco anos.

Não se sabe quando o MP deve se manifestar sobre um possível oferecimento de denúncia ou de quem. Em nenhum momento a polícia falou sobre outras linhas de investigação, mas não há informação sobre as conclusões do inquérito.

Repórter Cristina Seciuk

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