Cemitério Municipal São Francisco de Paula. acervo PMC
Terrazza Panorâmico

Talvez por celebrar tanto a vida, os primeiros povoadores de Curitiba tenham demorado mais de cem anos desde a fundação da cidade para criar o primeiro cemitério nos moldes como conhecemos hoje.

Os sepultamentos daqueles que eram católicos e tinham alguma posse era realizado no interior das igrejas. Os demais da comunidade eram enterrados em covas rasas, nas fronteiras da cidade.

O registro do primeiro enterro em Curitiba, é de 1731, um menino de 4 anos de idade de nome Friglônio, consta do livro de assentos da Catedral de Curitiba. Ele foi enterrado na igreja.

O método de sepultamento prosseguiu até o ano de 1829, quando Curitiba sofreu uma epidemia de varíola que vitimou muitos moradores. Foi então que o vereador Miguel Marques dos Santos solicitou a criação de um cemitério para o enterro das vítimas da doença evitando consequências para a população sobrevivente. Foi aberto o cemitério Boca do Mato, que ficava no local onde hoje estão o Hospital Cajuru e o Convento São José.

É somente em 1853, após a emancipação política do Paraná que Zacarias Góes de Vasconcelos ao assumir a presidência da província questiona a Câmara sobre a situação dos cemitérios, decreta a proibição de enterros em covas rasas dentro ou fora das igrejas, e determina a construção de um cemitério. Em dezembro de 1854, Góes de Vasconcelos inaugura o primeiro cemitério de Curitiba, da forma como conhecemos na atualidade, o Cemitério São Francisco de Paula, os primeiros enterros aconteceram em 1855.