Foto: Divulgação/Polícia Civil

Cerca de 50 presos que estão na Central de Flagrantes, no bairro Portão em Curitiba, iniciaram um motim na madrugada desta terça-feira (7).

O motivo foi a chegada de novos detentos ao local, que está superlotado. Os presos quebraram canos de água e entortaram a porta da cela.

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) foi chamado e controlou a situação.

De acordo com a Polícia Civil, a delegacia abriga 64 presos, mas a capacidade é para 35. Em menos de uma semana essa foi a segunda tentativa de fuga do local. Para a presidente do Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, Isabel Kugler Mendes, o motim não surpreende.

A Massa Carcerária publicou um manifesto contra a superlotação das cadeias.

Segundo Isabel Mendes, 1/3 dos presos que estão em carceragens deveriam estar soltos.

Isabel não acredita que novas penitenciarias vão resolver o problema em pouco tempo e alerta para o risco de rebeliões em massa, como em 2014.

Em nota, a Polícia Civil informou que foi aberto um inquérito policial para apurar as circunstâncias da tentativa de fuga da Central de Flagrantes de Curitiba. Segundo a Polícia Civil, a unidade é um local de passagem dos presos, que aguardam audiência de custódia ou a transferência para o sistema penitenciário e, por isso, a Central de Flagrantes tem uma alta rotatividade, o que justifica que eles não tenham banho de sol ou visitas.

Sobre a denúncia de superlotação, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná esclarece que este é um problema histórico do estado e que a atual gestão tem realizado ações para minimizar essa situação.

Uma das ações, segundo a nota, foi a transferência da gestão das carceragens para o Departamento Penitenciário do Paraná. Outra medida que irá ajudar a solucionar o problema é a construção de novas unidades prisionais em todo o Estado. De acordo com a Secretaria, são 13 obras, algumas já em execução, que permitirão a abertura de 6 mil novas vagas. Além disso, houve recentemente a instalação de 57 celas modulares, o que abriu 684 vagas no sistema.

Repórter Lucian Pichetti