Foto: PMPR

De acordo com a Polícia Militar a ordem judicial que determinou a reintegração é referente a um terreno localizado no bairro Ferraria. A área tem aproximadamente 75 mil metros quadrados e pertence a uma construtora.

Cerca de 100 famílias, pelo menos 300 pessoas, invadiram a área há cerca de 6 meses. A região é conhecida como Vila Santa Ângela, localizada dentro do bairro Ferraria.

Renato Tavares, um dos líderes da comunidade, e presidente da Associação de Moradores que foi recentemente fundada para representar quem vive na região, disse que a reintegração ocorre de forma pacífica.

No entanto ele diz que serão obrigados a voltar para a região onde viviam, que fica próxima da área invadida. Renato Tavares disse que trata-se de uma região castigada constantemente pelas enchentes.

No local foram construídos dezenas de barracos que começaram a ser desmontados nesta manhã.  Na semana passada os moradores tinham fechado a rua Eduardo Sprada, pedindo a regularização da situação das famílias instaladas no terreno.

Em nota a PM informou que a reintegração de posse ocorre pacificamente, sem registro de ocorrências. Aproximadamente 80 pessoas estavam no local quando o mandado começou a ser cumprido.

Ainda segundo a nota são 20 precárias habitações de madeira cobertas com lonas e que estão sendo desmontadas. A operação da PM está em andamento em apoio ao oficial de justiça que reintegra a propriedade.

Já a prefeitura de Campo Largo informou, também por meio de nota, que a reintegração segue determinação da Justiça Estadual. A Prefeitura diz que em nenhum momento, foi intimada oficialmente a participar da reintegração. Apenas recebeu a solicitação do Estado, através de um ofício, destacando o apoio à operação com a disponibilização de meios para transporte dos pertences das famílias que serão desalojadas da área para suas respectivas moradias. A maioria dos atingidos pela ordem de despejo é formada por moradores da própria região.

Ainda segundo o texto, integrantes de diversas secretarias da prefeitura, assim como o Conselho Tutelar do Município, estiveram no local diagnosticando a situação dos ocupantes da área e conversando com líderes e moradores da ocupação para que o processo ocorrese de forma pacífica.

Repórter Fábio Buchmann

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