Cesta básica de Curitiba tem queda de 4,75%

Cesta básica de Curitiba tem queda de 4,75%
Foto: Reprodução/EBC

Apesar da redução, a capital paranaense ocupa a quinta posição entre as mais caras das 17 capitais pesquisadas, com custo da cesta básica em R$ 506,04. Em maio o custo da cesta básica em Curitiba era de R$ 531,27 de acordo com a pesquisa.

O DIEESE lembra que desde 18 de março, suspendeu a coleta presencial de preços dos produtos que fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos nas 17 capitais onde o levantamento é feito mensalmente, devido à pandemia do novo coronavírus.

A solução encontrada pela entidade foi uma tomada de preços nos estabelecimentos que fazem parte da amostra regular da pesquisa, por telefone, e-mail, consultas na internet e em aplicativos de entrega.

Diferentemente da pesquisa presencial, a entidade encontrou inúmeras dificuldades nessa coleta, entre elas a ausência de dados em sites, aplicativos ou a recusa dos funcionários dos estabelecimentos, atribulados pelo trabalho em tempo de pandemia, em repassar os preços por telefone ou e-mail.

Os problemas obrigaram o DIEESE a reduzir e modificar a amostra original. Apesar da quebra na amostra, os dados apurados revelaram tendências semelhantes de alta ou queda em todas as capitais, coerência que permite a divulgação das informações capturadas.

Nesta pesquisa, as oito capitais com as cestas básicas mais caras no país tiveram redução no custo total dos alimentos. A cesta básica mais cara do Brasil é encontrada em São Paulo pelo valor de R$ 516,97, e apresentou redução em relação a maio de 1,68%, Florianópolis vem logo a seguir com o custo de R$ 516,97 pela cesta, que teve diminuição de 1,35%, seguido pelo Rio de Janeiro que teve a maior queda de 8,23% e custo de R$ 512,84 em junho. Em quarto lugar está Porto Alegre com a cesta básica ao custo de R$ 512,40, uma redução de 1,20 % em junho.

Em quinto lugar ficou Curitiba, que apesar da redução de 4,75% no valor comercializado em junho em relação a maio, teve alta no preço do feijão preto (8,62%) e do café (0,20%). A queda no valor global da cesta básica curitibana é reflexo da queda do tomate, que teve a diminuição mais expressiva de 18,79%, seguido da banana com redução de 9,93% e a batata com 5,40% de variação negativa. Outros produtos que apresentaram queda foram à carne, leite integral, farinha de trigo, açúcar refinado, manteiga e arroz. Se manteve com preço estável em junho, somente o óleo de soja.

A jornada de trabalho necessária ao curitibano para a aquisição dos produtos da cesta básica, de acordo com a pesquisa do DIEESE é de 106 horas e 32 minutos, e custariam 52,35% do valor salário mínimo líquido.

Repórter Vanessa Fernandes