Foto: CMC

Curitiba foi a capital brasileira que apresentou a terceira maior alta dos produtos que compõem a cesta básica no mês de junho, com aumento de 3,84%, ficando atrás apenas de Cuiabá (7,54%) e Recife (5,82%). Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA) divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No mês de maio, a cesta básica custava R$ 397,17 na capital paranaense. Em junho, o valor passou para R$ 412,44.

Para o economista Daniel Poit a alta é reflexo da greve dos caminhoneiros.

Mesmo com o maior aumento, Curitiba não é a capital que tem a cesta mais cara do país. Os preços mais elevados são registrados em Porto Alegre, onde o conjunto de alimentos custa R$ 452,81, seguida por São Paulo e Rio de Janeiro. Os menores valores são encontrados em Salvador (R$ 333) e Aracaju (R$ 349, 55).

O economista acredita que a comodidade do curitibano, em não reclamar, contribui para que os preços continuem crescendo.

Segundo o DIEESE, entre maio e junho de 2018, houve aumento nos preços do leite integral, carne bovina de primeira, feijão, farinha de trigo, óleo de soja e açúcar.

Em Curitiba, o leite integral subiu mais de 18% e o preço do feijão preto apresentou elevação de 3,11%. Já a farinha de trigo, no acumulado dos últimos 12 meses, teve aumento de 6,45%. No mesmo período, o óleo de soja subiu 2,37%.

Daniel Poit orienta que o consumidor pesquise antes de comprar e pense na substituição de alguns produtos.

Mas, de acordo com o economista, não é preciso se desesperar, pois a tendência é que haja uma redução nos próximos meses.

O DIEESE usa o preço da cesta básica para estimar mensalmente o valor do salário mínimo necessário para despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em junho, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.804,06, ou seja, quase quatro vezes o salário mínimo nacional, que é de R$ 954.

Repórter Francielly Azevedo