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Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
Terrazza Panorâmico

Em 2018, mais de 18 mil acidentes com animais peçonhentos foram registrados no Paraná. A maior frequência é de aranhas, com 10185 ocorrências. Na sequência em número de acidentes aparece o escorpião, com 3318 registros. Abelhas, serpentes e lagartas somam cerca de 4 mil. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).

Os animais peçonhentos , ou animais venenosos, são facilmente encontrados em ambientes como depósitos de resíduos, espaços com lixo e ambientes com muito entulho. Mas, também podem ser encontrados em casas, apartamentos, em frestas, atrás de objetos de decoração, como quadros, dentro de malas, sapatos e até em roupas.

Esses animais gostam de ambientes quentes e úmidos e são encontrados em matas fechadas, trilhas e próximo a residências com lixo acumulado.

O que fazer?

O coordenador do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Emanuel Marques da Silva, lembra que é importante manter os ambientes livres de materiais desnecessários, organizar sobras de construção e retirar teias de aranhas são ações que auxiliam para evitar que os acidentes com esses animais aconteçam.

No caso de picadas a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. O paciente deve manter a calma, comunicar algum familiar, contar o que aconteceu, coletar ou ter o máximo de informações possíveis das características do animal e, se possível, fazer uma foto.

Silva lembra que no caso de uma picada de aranha marrom, por exemplo, os sintomas não aparecem na hora e, por isso, as pessoas não buscam o atendimento médico adequado, mas ressalta que é assim que as complicações são evitadas.

O atendimento pode ser feito nas Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs 24 horas.

Em Curitiba, os locais para aplicação do soro em caso de picadas, são nas UPAs Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, Campo Comprido, CIC, Fazendinha, Pinheirinho, Sítio Cercado e Tatuquara.

Repórter William Bittar