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Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

Os recentes casos envolvendo acidentes com ciclistas nas canaletas de ônibus trazem novamente a discussão sobre o trânsito na cidade. Mesmo com locais ondem existem as ciclofaixas, espaços destinados exclusivamente ao tráfego de ciclistas, muitos preferem se arriscar entre os ônibus e até pegam a chamada “rabeira” para acelerar o trajeto.

Mas, afinal, de quem é a responsabilidade? Dos ciclistas? Do município? Ou da conscientização de todas as partes envolvidas?

Para o especialista em trânsito, Celso Mariano, o conjunto todo tem responsabilidade de mudar o cenário. Para ele, faltam ações efetivas para coibir o tráfego de ciclistas nas canaletas de ônibus, mas também faltam novos espaços para a circulação deles.

Com relação aos ciclistas, o especialista ressalta que a falsa sensação de segurança faz com que eles se arrisquem nos trajetos, mesmo que eles tenham, nas laterais das vias, as ciclofaixas.

A primeira via calma de Curitiba foi colocada na Avenida Sete de Setembro, em 2014. No local, o limite de velocidade dos carros e motos é reduzido, até para evitar acidentes com os ciclistas que circulam no espaço destinado a eles.

Onde a faixa preferencial para ciclistas está pintada de vermelho, os carros não podem trafegar. Nem para ultrapassar outro veículo, nem para acessar garagens.

Já onde o trecho é apenas delimitado com faixas brancas, automóveis e motocicletas podem fazer uso do espaço para acessar locais ou ultrapassar um veículo que esteja parado.

Falta de espaço nas vias

O manobrista Adelson Matioski utiliza as vias calmas, mas diz que tem medo em muitas vezes pela quantidade de veículos que passam ao lado dele.

Ele também acredita que a canaleta é uma alternativa para locais da cidade onde não existem vias calmas, nem ciclovias.

Já o professor Alexandre Gremel fala da falta de entendimento do ciclista que usa a canaleta onde existe a via calma, mas ressalta que a falta de espaço para os ciclistas na cidade é preocupante.

Na última terça-feira (27), um ciclista morreu após ser atingido por um biarticulado na canaleta do ônibus na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no bairro Rebouças.

Repórter William Bittar