Ciclistas pedem obras cicloviárias em rodovias

Ciclistas pedem obras cicloviárias em rodovias
Foto: Reprodução

Integrantes da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Associação CicloIguaçu), em Curitiba, pedem para que as novas concessões de pedágio, que devem entrar em operação no fim do ano que vem, incluam obras cicloviárias para melhorar a segurança de quem utiliza bicicletas nas rodovias. A entidade funciona desde 2011 com o objetivo de promover o diálogo com o poder público sobre o desenvolvimento de políticas de ciclomobilidade.

De acordo com Fernando Rosenbaum, coordenador da Associação CicloIguaçu, as rodovias paranaenses são perigosas para os ciclistas.

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o Paraná é o segundo estado do país onde mais morrem ciclistas, ficando atrás apenas de São Paulo. No ano passado, foram 103 mortes de ciclistas no Paraná, enquanto que em São Paulo foram 114 óbitos.

De 2010 a 2019, 845 ciclistas morreram atropelados em vias paranaenses.
O presidente da Abramet, médico Dirceu Antonio Silveira Junior, ressalta que as ocorrências com bikes geralmente são graves.

Conforme a Abramet, os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), ambos do Ministério da Saúde, mostram a urgência de ações que levem ao uso seguro desse meio de transporte.

No período analisado, o número de atendimentos hospitalares desse tipo de acidente aumentou 57%, passando de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019.
Só neste ano, até junho, pelo menos 690 internações foram registradas no SUS. Os dados apontam que, 84% dos ciclistas internados eram do sexo masculino e metade tinha entre 20 e 49 anos de idade.

Para o médico, além de uma melhor infraestrutura, a educação no trânsito ajudaria a diminuir os acidentes.

Os atuais contratos com as concessionárias de pedágio, que começaram em 1997, acabam em novembro de 2021. A nova licitação prevê a concessão de 3,8 mil quilômetros de rodovias paranaenses, sendo 1,3 mil quilômetros a mais do que os atuais contratos.

Repórter Francielly Azevedo