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Após um ano do início da atuação dos guardas municipais no trânsito de Curitiba, a falta do cinto de segurança continua sendo a principal irregularidade constatada entre motoristas e passageiros.

Levantamento da Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito mostra que foram mais de 7,5 mil registros de pessoas sem o cinto de segurança no último ano, apenas na fiscalização da Guarda Municipal. Outras 4,1 mil autuações, pela mesma infração, foram emitidas por agentes da Superintendência de Trânsito (Setran) no período. Em média, 32 motoristas ou passageiros são flagrados sem o cinto diariamente.

Obrigatório desde 1998, quando entrou em vigor o atual Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o cinto de segurança deve ser utilizado tanto pelo condutor quanto pelos passageiros do banco dianteiro e dos bancos traseiros, em vias urbanas e rodovias de todo o território nacional. O inspetor da Guarda Municipal Claudio Augusto de Oliveira destaca que exatamente por ter sido instituído há tanto tempo, é que surpreende a falta do uso do equipamento.

“Nós tivemos 7.500 registros de autuações feitas pelos nossos guardas no decorrer do ano de 2018. O que chama bastante atenção por ser um número bastante alto tendo em vista a quantidade de autos feitos. Me chamou bastante atenção também que o uso do cinto de segurança é obrigatório desde 1998 com o advento do novo código de trânsito brasileiro e todo os condutor que foi habilitado desde então sabe dessa obrigação do uso do cinto durante o deslocamento veicular”, afirma o inspetor.

De acordo com o inspetor as desculpas para não usar o cinto de segurança são as mais variadas: “Em geral, a desculpa mais utilizada é de que [o motorista] acabou de entrar no veículo, que acabou de sair de casa e só ia na padaria ou na farmácia e que esqueceu de colocar o cinto por ser um trajeto curto. É assim que as pessoas justificam o não uso do cinto.”

Claudio Augusto de Oliveira alerta que não importa o trajeto que será feito, o uso do cinto é obrigatório para motorista e passageiros, e que muito mais do que o prejuízo financeiro a falta do cinto pode trazer consequências graves em casos de acidente.

“São 5 pontos que são registrados no pontuário do condutor e uma multa de R$ 195,23. Muito mais que questão financeira de um pagamento de uma multa, é a questão da segurança do próprio condutor e passageiros. Em caso de acidente, todos sabem e já foi comprovado em várias pesquisas, o cinto de segurança é o primeiro item de segurança que os passageiros tem e pode evitar acidentes de grande trauma. O fato de você fazer um trajeto curto não quer dizer que você não vai se envolver num acidente. Outra pessoa pode bater no seu carro e você acaba sendo vítima de um acidente e nesse momento, sem o cinto, acaba sendo bastante prejudicado”, esclarece Claudio.

Desde fevereiro de 2018 a Guarda municipal está habilitada para atuação no trânsito, atualmente, são 351 guardas aptos para função.

Repórter Vanessa Fernandes