Colégio cívico-militar: governo diz que aprovação chega a 75%

Colégio cívico-militar: governo diz que aprovação chega a 75%
Foto: Polícia Federal

O balanço parcial desta sexta-feira (30), quarto dia da consulta pública sobre a migração de escolas do sistema tradicional para o modelo cívico-militar na Rede Estadual de Ensino, mostra que a alteração foi aprovada em 163 escolas onde o quórum de votação foi alcançado. Outras 54 escolas continuam a votação na manhã deste sábado (31) e também após o feriado. A informação é do Governo do Estado. O índice de aprovação atinge, portanto, 75% das 217 escolas selecionadas para o projeto.

O balanço divulgado no final da tarde desta sexta-feira (30) aponta que mais de 72 mil pais, estudantes, funcionários de escola e professores tinham registraram a opinião sobre a proposta de alterar o modelo de escolas.

A votação continua neste sábado, das 8 às 12 horas, nas escolas em que o quórum absoluto não tenha sido alcançado ainda. E retoma depois do feriado, com horário das 8h às 20h. O projeto, que criou o modelo Cívico-Militar e a consulta pública, permite a extensão da votação até atingir o quórum necessário.

Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participem da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa. 

Nesta sexta-feira (31), servidores ocuparam a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, em Curitiba. Um dos motivos foi protestar contra o projeto. A manifestação também protestou contra a realização do Processo Seletivo Simplificado (PSS) lançado para a contratação de professores temporários. Cerca de 100 servidores fizeram um protesto em frente ao prédio e depois entraram no local. A Polícia Militar acompanhou o manifesto, mas não preciso intervir.

Nesta quinta-feira (29), o Governo do Estado publicou um edital para selecionar professores temporários para darem aulas em 2021. A novidade neste ano, segundo o Governo, é a aplicação de uma prova de conhecimento da área em que o professor se inscreveu e pretende dar aula. Ao todo, são 4 mil vagas e a prova está agendada para 13 de dezembro.

Ainda nesta quinta-feira, o sindicato fez uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o governo. Conforme a categoria, o contrato sem licitação, que custou R$ 3,5 milhões, viola a legislação federal que regulamenta as compras realizadas pelo Poder Público.

A APP-Sindicato acusa o governo de também violar o princípio do concurso público previsto no artigo 37 da Constituição Federal. A categoria diz que “se é possível realizar um processo seletivo com provas e características de concurso público, é possível também realizar concurso público”.

Por meio de nota enviada à Rádio CBN Curitiba, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed) informou que vem mantendo ao longo do ano diálogo cordial e transparente com os representantes sindicais dos professores. A Seed disse que estranha a radicalização por parte dos mesmos.

Sobre as críticas feitas pela entidade, a Seed destacou que já havia conversado com os representantes dos professores sobre o processo seletivo simplificado e acatou algumas demandas propostas.

A SEED ressaltou ainda que sobre a implantação dos Colégios Cívicos, todas as informações sobre o projeto que implementou a consulta pública foram repassadas para a sociedade, em especial na discussão do tema na Assembleia Legislativa do Paraná.

Da Redação com Assessoria de Comunicação