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Terrazza Panorâmico

O Senado mudou a MP 676/15 e, agora, a presidente Dilma tem até o dia 29 de outubro para vetar ou aprovar as mudanças feitas na fórmula de cálculo da aposentadoria dos trabalhadores do INSS.

Primeiro, foi a fórmula 85/95 da Câmara, que permitiu ao trabalhador que, somados o tempo de contribuição e idade, atingisse 95, e a trabalhadora 85, poderiam ter sua aposentadoria calculada sem o fator previdenciário, que penaliza aposentadorias precoces.

O governo aceitou a fórmula 85/95, mas exigiu que ela fosse subindo gradualmente 1 ponto a partir de 2017, até chegar a 90/100. Ou seja, mais idade e tempo de contribuição para se aposentar sem o fator.

Pois, agora, o Senado alterou para que fosse aumentado 1 ponto a cada dois anos na fórmula, mas só a partir de 2019.

Isso significa que, quem já poderia ter uma aposentadoria menor usando o fator, teria até 2019 para esperar atingir a soma 85/95 e receber aposentadoria integral até a morte.

Resultado: as pessoas vão retardar a aposentadoria, vai haver uma economia nos próximos 4 anos, mas uma explosão nas contas do INSS no longo prazo, pois as aposentadorias integrais durarão uns 30 anos.

Pois é, ouvintes, se o déficit já é de R$ 100 bilhões por ano, imaginem como vai ficar.

E imaginem mesmo, pois nós é que vamos pagar a conta. Via inflação ou mais impostos.

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