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Terrazza Panorâmico

A quantidade e a velocidade de informações que nos chegam dão a sensação que, a cada minuto, ficamos mais ignorantes, apesar de termos adquirido mais conhecimento. E nunca estamos atualizados.

Mas a era da Internet traz um inconveniente pior: a alienação do mundo real.

Vocês já perceberam grupos numa mesa de restaurante manuseando seus smartphones, como se não estivessem acompanhados?

Pois é, vivemos uma vida virtual enquanto a vida real está passando.

Esse comportamento e essa forma de agir têm-nos impedido de dialogar, de prestar atenção na natureza, de pensar no futuro, de sonhar e de viver.

Abdicamos da nossa vida para acompanhar a vida dos outros no Facebook.

É como se estivéssemos assistindo um reality show permanentemente.

É virtual demais. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma suposta amiga em Tókio, embora nem cumprimente o vizinho de porta.

A tecnologia nos aproxima de quem está longe e nos afasta de quem está perto.

Agora, ninguém vai encontrar vida ou felicidade na tela de um notebook.

Ele não substitui um aperto de mão, um olhar dentro dos olhos, um abraço acolhedor ou um beijo arrebatador.

E, na hora da dificuldade, nenhuma tecnologia vale tanto quanto um ombro amigo.

Pena que a Internet conecte usuários, mas desconecte gente.

A Internet é fundamental na vida profissional, mas opcional na vida pessoal. O segredo sempre é a dosagem do remédio.