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Casa de ferreiro, espeto de pau. E não é que conseguiram, há alguns anos, vender um VGBL para meu pai que tinha 84 anos e duas aposentadorias!

Lamentável, mas algumas instituições financeiras lesam nossos velhinhos sem nenhum escrúpulo.

Quase fui à loucura quando ele contou que o gerente do banco o convenceu a fazer um VGBL ao invés de aplicar num fundo de renda fixa.

Ele tinha R$ 5.000,00 para investir por, no máximo, um ano. A taxa de administração do fundo e do VGBL, para esse valor, era a mesma: 3%. Mas no VGBL havia ainda a taxa de carregamento de 3%.

Tudo bem que, se ele aplicasse no fundo, a cada seis meses, teria que pagar imposto- o chamado come-cotas, de 15%, o que não há no VGBL, que é tributado só no resgate do dinheiro.

Agora, prestem atenção: no VGBL, a tributação de Imposto de Renda é só sobre o rendimento, assim como no fundo. Só que, no VGBL, você escolhe entre duas tabelas de IR: a regressiva ou a progressiva.

Na progressiva você vai pagar 27,5%, independentemente do prazo da aplicação. Na Regressiva, começa com 35% e diminui 5 pp a cada dois anos

No Fundo de investimento, se deixar o dinheiro aplicado por 2 anos, é só 15%.

Já no VGBL para pagar só 15% de IR tem que deixar o dinheiro aplicado por 8 anos.

Pena que o cidadão seja explorado dessa forma.

Previdência privada não é investimento para o curto prazo.