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No século XVII o patriarca de uma família de mercadores do Mediterrâneo tinha 40 anos.

Era o chefe e senhor, o mais sábio e o mais velho. Não chegaria aos 50.

Como mudou. Você, cinqüentão de hoje, está na meia idade.

Mas, lembra: quando você era jovem, quem tinha 50 era um velhinho, não era? Avô. E as mulheres de 50? Aliás, as de 40 já estavam velhinhas. Todas acabadas, de preto, saindo só para ir à igreja. Hoje as de 40 fazem coisas que não poderíamos imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí: inteiras, cuidadas, ativas, produtivas e independentes.

Como os cinqüentões de hoje, que fazem tudo que um jovem de 25 faz. Que não se comportam mais como um cara de 50 anos dos anos 50 do século passado. Nem no vestuário. Ou você, cinquentão, lembra, de ter visto alguma vez seu avô ou seu pai de jeans e tênis no pé.

Pois é, a velhice mudou. Hoje, nem sei mais quando começa.

Deixando o comportamento e vindo para a demografia, a expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos. Ocorre que é essa considerando a mortalidade infantil, ainda muito alta, e os riscos da juventude, como acidentes de trânsito e banditismo na noite.

Ocorre que, passadas essas fases, aos 65 anos, temos expectativa de sobrevida igual à de alguns países europeus: 20 anos. Perceberam, por isso temos que guardar dinheiro para chegar aos 85, no mínimo, e apoiar a reforma. Não dá mais para aposentar-se aos 54 anos.