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Terrazza Panorâmico

Amigo ouvinte, você preferiria aplicar tuas reservas financeiras num país que te remunerasse 3% ao ano ou noutro, mais arriscado que te pagasse 7%?

A resposta vai mostrar o teu apetite- ou tolerância- ao risco.

Do ponto de vista de nações é a mesma coisa: ganhar pouco aplicando num país seguro ou muito noutro que talvez, em razão do seu endividamento e descontrole estrutural de suas contas, não consiga pagar no futuro.

Pois o Brasil está nesta última situação: um déficit da previdência que cresce sem parar há 20 anos, consumindo R$ 300 bilhões, com uma dívida pública que excede 75% do PIB, e um déficit primário- antes de pagar os juros- de mais de R$ 100 bilhões.

Você investiria aqui?

Agora se eu dissesse que este país vai aprovar uma reforma da previdência que vai equilibrar as contas no longo prazo, estagnar o crescimento da dívida, que tem um enorme potencial de crescimento pela capacidade industrial instalada, pela pujança do seu agronegócio e pela riqueza energética; e que vai continuar pagando 7% de juros você investiria nele?

Pois é exatamente esse olhar que o exterior tem sobre o Brasil. Basta provar que pode controlar suas despesas no longo prazo.

Vai jorrar investimento externo aqui, isso vai contagiar o empresariado nacional, que vai também empreender, vão voltar os empregos, o consumo e o crescimento econômico.

Além de tudo, depois de décadas, podemos voltar a ser parceiro preferencial do país mais rico do mundo.

Brasil, faça o dever de casa.